Mostrando postagens com marcador Vaz de Lima. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vaz de Lima. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

O Brasil é verde - Demorou mas chegou! Biiiiig post.

Sim, meus caros. Eis uma constatação óbvia. Mas pra quem não conhece outros países, não é tão óbvia assim.

Ok, todo mundo sabe que o Brasil tem a maior floresta do mundo. Que a Amazônia é o pulmão do mundo.

Até um mês atrás, eu sabia disso mas não percebia a intensidade da coisa.

Então, fiz uma viagem de 2 dias com o meu pai para Lima, no Peru e La Paz, na Bolívia.

MEU DEUS DO CÉU. É uma aridez impressionante. Não é uma secura de desertos, é uma secura de fim do mundo. Parece outro planeta... Superfície sem vegetação, no máximo umas plantinhas de um amarelado opaco.

Lima, capital do Peru, é uma cidade gigante. Com o Oceano Pacífico às suas margens, a cidade é uma vastidão de cultura, pobreza e cores. Após visitar o centro velho, que é lindo e limpo, contrastando com o resto da cidade - Lima foi uma das principais cidades da colonização espanhola na América - conheci uma igreja em que foram enterrados mais de 25 mil corpos. Os cemitérios antigamente eram nos subsolos das igrejas. Isso mudou por motivos óbvios. Então, na igreja franciscana (liiiiiinda!), foram conservados muitos dos esqueletos nas catacumbas. Impressionante, fiquei maravilhada. E quanto mais vejo esse tipo de coisa, mais me fixo na impressão que não somos nada. Sò pele e osso.

Voltando à Lima: a comida peruana é ótima. Peixes, temperos fortíssimos, pimenta arretaaaaaaada, comida cabocla - mistura de indígena com espanhola! Num restaurante de pf, NADA turístico e ridiculamente barato, pra galera que trabalha na cidade, comi uma das coisas mais gostosas da minha vida. É peixe cozido gelado com cebola roxa, mandioca, choclo (um milho gigantesco) e pimentão. E tudo isso MEGA apimentado. Pra acompanhar, um suco de milho roxo QUENTE, que tinha gosto de ponche, mas sem álcool. O prato se chama ceviche e está entre as melhores coisas que eu comi na vida - e modéstia à parte, eu sou bem entendida de comida, das maiores merdas até as mais refinidas.

Parte 2, Bolívia.

A Bolívia é um país sofrido pra caralho. Pobre até dizer chega. 80% dos trabalhadores são informais. La Paz, a capital, parece uma imeeeensa 25 de março. A diferença é o povo. Decendentes de uma das civilizações mais incríveis e misteriosas que existiram (os Incas), as mulheres se vestem com roupas coloridas, usam tranças. É incrível. Tanta pobreza e tanta beleza conflitando.

La Paz é uma cidade que fica a mais de 3 mil metros de altitude (São Paulo fica a uns 700 m :P), num vale entre as montanhas. O povo, oprimido pelos brancos por séculos, conseguiu eleger um presidente também decendente de indígenas e que como grande parte da população, trabalhou em plantações de coca, e está causando no cenário mundial, o Evo Morallez. Odiado pelas elites e amado pelo povo. Acho a coisa mais fantástica esse crescimento do socialismo na América Latina. O povo fudido precisa disso. É uma pena o Lula ser o mais light deles. Se bem que o Brasil tem uma elite e uma classe média gigantesca e muuuuito imponentes. Vai o Lula resolver cortar relações com o Bush pra ver o que acontece. São 180 milhões de habitantes, enquanto a Bolívia inteira tem 8 milhões.

Ok, fugi do tema de novo. Preciso aprender a não viajar tanto na maionese. É que política e ciências sociais me empolgam.

Primeira coisa: a altitude. Todo mundo que já havia estado num lugar com altitude elevada falava que de dar um passo vc ficava sem ar. Bom, de fato, é bizarro. Você se mexe na cama e o coração acelera. Fico imaginando os jogadores de futebol num jogo num lugar desses. Não à toa o presidente da Fifa proibiu jogou em lugares de mais de 3 mil metros de altitude.

Cheguei de madrugada e fiquei impressionada pelo tamanho da cidade. As luzes. As casas apinhadas.

Na manhã seguinte, eu e meu pai tomamos café da manhã no último andar do hotel, de 8 andares. E aí ficou perplexa de vez com a cidade: casas EXPREMIDAS umas contra as outras. A gente olhava o horizonte e não via espaço pra enfiar um poste. Cidade apinhada, não tem pra onde crescer! E pobre, só pobreza. (Veja a foto)

Alugamos um taxi pra levarnos ao Lago Titicaca, o lago mais alto do mundo, a mais de 4 mil metros. O trânsito da Bolívia é simplesmente um caos. Os carros soltam TANTA fumaça que a certa altura o enjôo aparece (mas lhe garantem ser proveniente da altitude). Aquela secura infinita, altitude elevada e poluição. Em minutos minha cabeça tava explodindo. Sabe a solução dos bolivianos, desde os tempos mais remotos? Mascar folhas de Coca. Ajuda na dor de cabeça e no enjôo.

A estrada pro lado Titicaca foi a mais perigosa que peguei na vida. Umas pistas estreitas e um puuuuuuuuuuuuta precipício lá embaixo. Puta merda, gelava a espinha cada curva.

O Lago é simplesmente uma das coisas mais lindas que já vi na minha vida. Parece mar. Não dá pra acreditar que é um lago, na verdade. É tão azul, brilhante. Imeeeeenso.

Fomos a uma cidade que chamava Copacabana (sim, que nem a praia no Rio, mas as semelhanças ficam no nome). Os turistas já se fazem presentes por lá. Cheio de pousadas, de passeios, de placas em inglês.

Ah, constatação: não falo um A de espanhol. Entendo 100% do que dizem, mas na hora de falar, não sei perguntar nem quanto custa.

Em Copacabana tomamos um barco pra conhecer a Ilha do Sol, onde tem uns vestígios Incas. 3h de barco (contando ida e volta). Puta lago imenso! E dormi como uma santa. Um tempo perfeito: bem frio com um sol maravilhoso, num céu de brigadeiro. Na Ilha, inventei de subir uma mega escadaria feita pelos incas há séculos. Se subir escada em SP já cansa, há 4500 metros, meu filho, sai de baixo. Pra descer, minha perna tremiiiiiiia. E ó que eu sou andarilha pra caralho, hein. E quando olhava pros gringos - cheio de italiano, inglês, francês, norte-americano - via que o esgotamente deles eram beeem superior ao meu.

Mesmo num lugar incríííível daqueles, era impressionante a vegetação. Umas florezinhas amarelas bem xoxas por todo o canto, um mato ralo e nada mais. Árvores? Deve dar pra contar nos dedos das mãos as árvores da Bolívia. E não é por causa da ação do homem. O relevo de lá sempre foi assim e ponto. Terra infértil que só dá alguns tipos de cereais e coca. Frutas? Rá! Faz-me rir.

O vôo de volta foi La Paz - Lima - São Paulo. No primeiro trecho sobrevoou a Cordilheira dos Andes e o Lago Tititica. Caralho, que planeta bonito, tá louco! Injusto com o resto da galáxia. Não é possível que tanta maravilha só exista nessa merdinha de planeta.

Lima-São Paulo foi noturno. Chegamos em São Paulo por trás, não sobrevoando a cidade, mas vindo do interior. Olhei aquele relevo e conclui, como se só então tivesse me dado conta mesmo: "CARALHO, QUE PAÍS VERDE!". Mesmo nas favelas tem umas arvorezinhas... E tem a repreza Billings, que passamos por cima. O pico do Jaraguá. Isso na imediações de SP. O Brasil realmente é verde. Tantos países invejam tanto esse nosso relevo, essa nossa localização... Não tem terromotos, nem maremotos, nem furacões (ok, um ou outro fraquinho até tem)... Tem terra fértil, tem animais, plantas, tem tudo.

Todo mundo sabe disso. Mas ninguém se dá conta.

Ah, sim: cheguei em casa PODRE. A altitude fez efeito só depois. Eu tava MUITO, MUUUUUITO enjoada. Pensei que ia acabar de vomitar até morrer. Minha cabeça tava explodindo.

Mas segunda-feira acordei melhor.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Raízes

Pensei nos mais diversos temas para escrever aqui. Cheguei até mesmo a começar dois textos diferentes, mas agora, na última hora, percebi que devia fazer o óbvio: falar do meu novo vício. Passei o dia inteirinho de hoje num site espetacular, que permite montarmos uma árvore genealógica.
Meu pai acha simplesmente um porre esse tipo de coisa. Minha mãe até curte. Minhas avós, adoram. Acho que não tem uma avó que não adore quando seus netos tentam fazer uma árvore genealógica. Elas começam a se lembrar da "Tia Pura", do "Tio Hildebrando" e por aí vai.

Mas fazer a alegria das velhinhas não é a melhor parte. O bom é ir descobrindo com chegamos até aqui, com esse sobrenome. Eu sou Ana Clara Lima Gaspar, mas para isso a família renegou 'n' sobrenomes - bem mais legais, por sinal. Fiquei sem o Paschoal, sem o Gaidos, sem o Vaz. E sem o Oliveira. Eu poderia ser mais uma das centenas de Oliveiras por aí.

Minha árvore está indo bem. Com a ajuda da minha mãe e da comunidade Gaspar do orkut, já tenho mais de 189 nomes na árvore. É primo que não acaba mais. Tem gente em tudo o que é canto.
Tem austríaco fugido de campo de concentração da 2ª guerra mundial; tem indígena. Tem espanhol e português pra dizer chega. Tem de tudo.

Eu conheço tão pouco da minha família!
Outro dia fui convidada para a festa de 15 anos de uma prima distante minha. Nem lembrava quem era a tal. Mas aí lembrei que eu a conheci quando ela tinha tipo 1 ano. E agora faz 15, ou gódi!

Mas sabe qual é a minha real intenção com essa árvore? É achar alguém que já passou pela minha vida (ou ainda está) sem eu saber do parentesco.
Sem bem que, pensando bem, todo mundo é parente distante. Bem ao estilo Adão e Eva. Um casal que teve filhos, que teve mais filhos, que teve mais filhos... Até que o Planeta Terra se tornou populoso. Cá estamos, irmãos e primos!

Uma das descobertas mais interessantes que fiz até agora é que o Gaspar me veio sem querer. Meu tataravô se chamava "Jaime Gaspar de Oliveira", portanto Gaspar veio da mãe. Olha que demais, o Oliveira se perdeu pelas gerações, mas o Gaspar se perpetuou, numa época em que as mulheres não eram nada!

Minha família tem resquícios feministas, mesmo sem querer ;-)

O link da árovore:
http://www.myheritage.com/FP/family-tree.php?s=4427111&lang=PB

Façam as suas! Descubram seus parentes!
 
Layout by Ateliê de Layouts - Apoio: Se Mata!