quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

A importância de Diários/Agendas

Quem não sente falta da época da escola? Do colegial? Da rotina, dos professores, dos amigos, até das aulas de matemática e química? Quem não sente falta das broncas, da tensão de cabular aula, dos lanches caros da cantina, da hora do RECREIO, da EDUCAÇÃO FÍSICA, dos times da educação física, dos inimigos, das fofocas, dos mini-romances, dos trabalhos, de comprar material escolar e uniforme, no começo do ano?

Eu escrevo em agendas, no esquema diário, desde 1997. Desde aquela época tenho quase todos os dias que vivi documentados com precisão. Às vezes os livros não me bastam, e eu preciso recorrer às minhas agendas para aprender um pouco mais sobre mim e sobre a vida, no geral. Afinal, quem disse que relembrar não é aprender? Aprender com os erros, perceber como você cresceu, quantas coisas boas você viveu? Você aprende a dar mais valor a quem merece, aprende a dar mais valor à sua vida!

É bizarro ler certas passagens da sua vida. Você se pergunta: porque raios eu desperdicei sentimentos com essa pessoa? Porque eu briguei com fulano? Jura que cicrano gostava de mim? É engraçado. A gente se sente velha. Velha mesmo. Certeza que todo mundo imaginava que quando tivesse 20 anos estaria velha, casada, os carros voariam e tudo mais. Que nada! Tâmo aí, na correria do dia-a-dia.

Ao mesmo tempo, é fantástico parar e pensar que você viveu momentos maravilhosos perto de amigos que você nem sabe mais da existência, hoje em dia. Mas o mais interessante, mesmo, é pensar sobre como sua forma de escrita e os seus pensamentos evoluíram.

Se um dia eu tiver filhos, vou incentivá-los a escrever em diários. Além da importância para que tem para quem escreve, que acaba tendo um maravilhoso confessionário e aperfeiçoando a escrita, ainda é, acreditem ou não, ou documento histórico. Tentem lembrar de grandes acontecimentos que marcaram o Brasil e o mundo entre 1997 e 2007. Tá tudo lá, documentado. No futuro, dá até pra saber como alguns grupos etários/sociais encararam tais momentos históricos.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

sol ou chuva?

"sol e chuva casamento de viúva
chuva e sol casamento de espanhol"...

pode parecer bobagem, mas desde pequena esse ditado me encanta... sempre que acontecia um dos dois, minha mente me levava pra passear... tão longe que quase me assustava...
o primeiro desafio era descobrir se antes veio a chuva ou se quem chegou primeiro foi o sol, pra poder repetir só a frase certa, várias vezes, é o preço do meu curioso ingresso... uma vez desfeito o mistério sabia quem estava indo encontrar... os sons diminuem, as luzes enfraquecem, os movimentos se perdem e a viagem começa...
tudo vai ficando esverdeado e começo a perceber folhas esticando-se dos meus lados, minha mente quase consegue ver a velocidade com que minha visão corre pra não chegar atrasada à cerimônia... sinto até uma leve tontura, mas sei que alguém está lá... ele ou ela... no dia mais feliz de suas vidas...
adentro um bosque de árvores com copas enormes e troncos antigos, tão cheirosos... a trilha de terra com algumas folhas caídas me mostram exatamente onde devo pisar...
algumas cadeiras fofas e brancas, algumas pessoas impossíveis de reconhecer assistindo, um tapete lindo cobre parte da relva e lá está, o mais belo altar que as cores podiam colorir, porque, se em algum momento, os donos da floresta pudessem escolher o curso da natureza, é assim que ficaria... o arco-íris e todos os sorrisos do mundo naquela clareira...

que tuuuuuuuuuuudoooo

aki tem:

http://www.fao.com/catalog/product.jsp?productId=7192&categoryId=133&parentCategoryId=90

Monstros a-la-carte!
by Fao-Schwarz



vc manda o desenho e eles produzem o brinqueudo!
e pra pobrada saber: custa uma merréca... 250 dinheiros do Grande Satã! XP

quero uuuuuuuuummmmmmmmmm

assim:



:D

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Hoje começa o ano de verdade

E, com ele, TCC.

Preciso entregar hoje uma proposta de TCC. Copio aqui exatamente o que eu escrevi, há meia hora.

Trabalho de conclusão de curso: proposta
Ana Clara Lima Gaspar
Jornalismo-noturno

Há alguns meses comecei a pensar no meu TCC. Nenhum tema se mantinha na minha mente por mais de alguns dias. Quando me dei conta da iminência da coisa, percebi que estava completamente desnorteada. Além de não ter vaga idéia do que gostaria de abordar, não sei se quero fazer em dupla ou sozinha; e, pior: quando bate o desespero, começo a me perguntar o porquê de eu me encontrar no curso de jornalismo.
No entanto, de uma coisa eu sempre soube: queria escrever. Decidir entre os projetos experimentais não foi um problema. A questão é: sobre o que falar?

Todos os assuntos que me interessam de verdade não dariam um trabalho interessante ou exigiriam tempo e recursos que não tenho. Listo alguns dos temas que passaram pela minha cabeça durante os últimos meses:

Cachorros. Sei que a maior paixão da minha vida, o assunto que me emociona e que mais desperta minha atenção é o mundo canino, principalmente a relação entre o cão e o homem. Só que esse assunto, além de ser batido, pertence à área sociológica. Talvez com algum enfoque em especial, até seria um tema interessante. Cheguei a pensar, por exemplo, em fazer uma revista sobre cachorros, com base em contos, letras de músicas e histórias ficcionais que abordam essa relação entre humanos e cães, além de reportagens sobre centros de zoonoses, curiosidades, o dia-a-dia de um pet shop, adoção de cães de rua, personagens importantes na defesa dos animais e coisas do gênero. Acontece que esse seria o trabalho mais clichê de todos os tempos. Isso sem falar que a relação com o curso seria quase nula.

Religião. Eis outro assunto que me instiga e me fascina, que eu procuro conhecer cada vez mais por meio de livros e experiências. Teologia é um curso que eu certamente faria, se tivesse tempo. Por ser completamente cética, tento entender e observar a influência exercida pela religião na vida das pessoas, além da paixão que isso inspira nelas, e não em mim. O problema aqui, mais uma vez, é que a abordagem é sociológica, sem relação alguma com o jornalismo.

Além das incertezas com relação ao tema, ainda é importante citar que minha relação com entrevistados é patética. Não sei lidar com o público. Eu gosto de escrever, mas tendo uma relação meramente virtual com os leitores/entrevistados. Na verdade, acho que só gosto de escrever futilidades ou sobre mim mesma. Vale fazer um diário como TCC?

A parte em itálico é um extra. Óbvio que eu não vou deixar essa parte, se não a professora me mandar largar o curso e ir montar uma barraca na praia - o que não seria má idéia. Bora vender coco e birita com a tia Zilda em Picinguaba?

----DESESPERO------

sábado, 16 de fevereiro de 2008

hoje é diaaaaaaa!



rhrhrhrhrhrhrhr


hoje é um dia mais que especial...
é niver de anitaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!
poxa, como sempre vai ter aqueeeela festança na capitar e eu num vo :(
d qqer forma fica aqui mais um parabéns!
muitas felicidades minha nega, você merece... por todas as inúmeras alegrias que já proporcionou, por todas as diretas que já mandou no meio da roda nos pegando de surpresa, por todas os "desconfortos" muito bem arranjados que desenrolaram eventos incríveis e maravilhosos, por todas as tiradinhas que ninguém entendia pq vc tava mais beuda q o resto, por todas as suas verdades e observações que já contou tão bem, pros amigos e pros totalmente desconhecidos! ahuahuahuahuauhahuhau
por esbanjar essa parsonalidade forte, honesta, bem humorada, consciente e animada, com um ponto de vista incrível, mente aberta e sem medo de buscar a felicidade!
você mudou muito aninha, e ainda vai mudar pacas!
é essa ana que eu amo, com todas as suas fases: a ana que já foi e todas as que ainda virão! a ana que sempre vai mudar e dividir opiniões, com base na verdade, com base na honestidade, sempre abalando forte o banguuuuu!!!

ahuahuaahuahuahuahuahuahu

BOAS FESTAS ANITAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
MUITAS FELICIDADES, SAÚDE, PAZ, GATOS, BLABLABLA, WISKAS SACHÊ E TUDO O MAISSSSSSSSS!

ahuahuahuah :********************
teh maixxxxxxxxxxxxxoxo








anita capta a energia do sol, e captaria de todos os sóis, pra depois esbanjar e nos fazer sentir bem... fica aqui meu muito obrigada ana clara lima gaspar nunes acapulco bardot!

:*

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

x

sabe, assisti uma entrevista agora há pouco com os irmãos cohen sobre esse filme q nao sei o nome em portugues, o tal "no country for old men"...
é com o javier bardem, cabrón q tá no coração jah a tempos... e não foi por segunda feira ao sol, lero lerooo, mas sim por perdita durango! ahuahuahuauhahuauh fala sério aquele filme é incrível! o trash mais trash de 97 vai... assistesóprucêvê!
ele a rosie perez fazem o casal mais biruta que já tive o prazer de assisitir po... eu era criança e fiquei apaixonada pelo romeo dolorosa desde a primeira cenaaa... macumbeiro poderosso awwwwwww! e a perdita aquela doenteeee! auhahuahuahu me raxava viu...
de qqer forma, peguei a entrevista numa parte que eles comentam q o javier foi ótimo, criou um personagem incrível e misterioso... aí eles explicaram o porquê... explicaram o lance da moedinha lá, q ele decide as coisas pela moeda... o que me levou instantaneamente pra um filme de 97 (que peguei pelas metades e só assisit por causa da fairuza balk, chama: american perfekt) que o maluco faz exatamente isso, escolhe absurdos pela moeda, inclusive entre vida e morte... a metade final q eu vi é bem toixca, mas vale pela gatonaaaa XP

ta... filme colando filme não é novidade...
primeira vez que vi uma entrevista sobre o Last Kiss com o Zach Braff (Dr. Dorian foreverrr) fiquei putíssima pq simplesmente descreveram todo o roteiro de L'ultimo Bacio, mas nao citaram em nenhum momento o filme! poha, esse filme é maravilhoso, perfeito do início ao fim...
"CARLO? COMO VOCÊ ME FAZ UMA COISA FEIA DESSAS?" (finge q é em italiano pq num achei no "memorable quotes" s.o.s. do imdb XP)
chiuf chiuf... ai ai... lindo d mais...
maaaas depois fui descobir q era msmo um remake do filme italiano aí beleuza,,, não ouvi falar bem nem nda... muito pelo contrário...

sei lá sabe, tenho essa ância tão grande pelo totalmente incrivelmente fabulosamente inédito o tempo todo, que às vezes fico cega, e nem me toco que pode sim haver alguma "melhora" no original... que não necessariamente uma obra está finalizada quando seu primeiro autor diz que para poralí... que brota todo tipo de inspiração dos lugares mais inacreditáveis... e talvez seja exatamente essa a idéia, fazer florecer de tudo, a partir do mínimo... e não do nada...
te acontece ilsso?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

numa outra vida2

nessa outra vida não me admiram.
não sou nenhum espetáculo, não sou diva, não sou exemplo...
gosto de me misturar... misturo conceitos, sabores e tons de pele...
sei exatamente quem eu sou, o que me difere de muitas outras pessoas...
experimento todo tipo de decisão... tenho amor ao experimento, à inovação, à coragem de dizer sim e também a de dizer não, pois no fundo é a liberdade se manifestando num estado tão puro, que é difícil realmente classificá-la como tal...
comprei uma casa e pintei de verde... o jardim da frente é pequeno e cheiroso, sobra espaço pra minha moto, minha cama-elástica e minha rede...
trabalho em casa e as festas são constantes, porque eu conheço quem me cerca... conheço quem me agrada, conheço muito bem o que me agrada e "quantidade" não está neste grupo...
quase nada me falta, estou quase sempre satisfeita, sou quase uma mulher completa, quase sempre uma amante insaciável, quase absolutamente perfeita...
tenho um trabalho paralelo, ou ao menos assim o considero... vou a funerais e choro o choro das viúvas... choro o choro das filhas... e, acima de tudo, choro o choro das mães...
não sei exatamente porquê, mas o sofrimento compartilhado parece se tornar mais... humano... de certa forma mais suportável, menos suicída... não pode ser saudável sofrer só... viver sim, mas não sofrer... nunca...
tenho fé e mantenho a mente aberta... conciliar as duas coisas foi o que tomou boa parte dos meus pensamentos por longos anos...
como manter um pé na areia e sentir o balanço da brisa, sem que o mar me derrube?
hoje sou eu e amanhã também.
 
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